Homem que diz ter sido assediado pela chefe relata crises de pânico
Marcio Barroso entrou na Justiça contra empresas em Brasília.
Ele afirma que foi alvo de insinuações da gerente em loja de celulares.
“Sofri muito. A sensação era de morte o tempo todo. Tive síndrome do pânico e fiquei internado várias vezes. Tinha medo de dirigir e não conseguia tomar banho porque achava que a água me sufocava”, relata Marcio André Barbosa Barroso, de 37 anos, que entrou na Justiça contra duas empresas, dizendo ter sido vitima de assédio sexual pela ex-chefe.
O caso ocorreu em 2009, em Brasília, e Barroso processou tanto a empresa que o contratou quanto aquela para a qual prestava serviço. Na última terça-feira (17) o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região divulgou ganho de causa para o ex-funcionário, decidindo que ele deverá ser indenizado. As empresas ainda podem recorrer.
Barroso conta que ocupava a função de subgerente em uma loja da operadora de telefonia celular Vivo quando passou a receber insinuações e cantadas da gerente. Segundo ele, tudo aconteceu em dois meses, após ser transferido da antiga loja onde trabalhava para ajudar na unidade comandada pela mulher que o teria assediado.
“Era muito intenso. Ela ficava sempre perto de mim, tentando me agarrar. Fazia propostas para eu ir na casa dela, perguntava se eu tinha namorada, o que eu ia fazer à noite. Ela ficava se insinuando, era muito desconfortável”, descreve. Segundo ele, a então chefe fazia as ações na frente de todo mundo da empresa.
Processo
Como não era funcionário direto da Vivo, mas sim um terceirizado contratado da Velox Consultoria em Recursos Humanos, Barroso entrou com processo na Justiça contra as duas empresas. A advogada dele, Erika Bueno, afirma que na ação judicial pediu indenização de R$ 50 mil, já incluindo os valores dos direitos trabalhistas, como horas extras e décimo terceiro. O processo correu primeiramente na Vara do Trabalho de Brasília, onde o valor da indenização foi definido em R$ 20 mil, diz a advogada. As empresas recorreram ao TRT, que também deu ganho de causa a Barroso, e cabe ainda recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Como não era funcionário direto da Vivo, mas sim um terceirizado contratado da Velox Consultoria em Recursos Humanos, Barroso entrou com processo na Justiça contra as duas empresas. A advogada dele, Erika Bueno, afirma que na ação judicial pediu indenização de R$ 50 mil, já incluindo os valores dos direitos trabalhistas, como horas extras e décimo terceiro. O processo correu primeiramente na Vara do Trabalho de Brasília, onde o valor da indenização foi definido em R$ 20 mil, diz a advogada. As empresas recorreram ao TRT, que também deu ganho de causa a Barroso, e cabe ainda recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Fonte: Globo.com
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